EX-SERVICIO DE INFORMACIÓN DE DEFENSA

MONTEVIDEO, URUGUAY

A casa localizada no número 1532 do Bulevar Artigas pertenceu ao Ministério da Defesa desde 1970 e serviu como sede do Serviço de Inteligência de Defesa (SID), órgão militar responsável pelas políticas repressivas implementadas pelo regime ditatorial. O SID coordenava políticas repressivas, compartilhamento de informações e a detenção e transferência clandestina de dissidentes políticos com agências similares em outros países da região que participavam da Operação Condor.


REGISTROS FOTOGRÁFICOS


INFORMAÇÕES GERAIS

LUGAR DE MEMÓRIA
LOGRADOURO

Ex sede del Serviço de Información de Defensa SID (Ex-Sid) (“La Casona” / “La Mansión”)

Bv. Gral. Artigas 1532, 11600 Montevideo, Departamento de Montevideo, Uruguai.

PROPRIETÁRIO / ADM
DIRETRIZES DE PRESERVAÇÃO

Instituición Nacional de Derechos Humanos y Defensoria del Pueblo (Estatal)

Em 2012 a presidência da República do Uruguai destinou o imóvel para ser a sede de Instituição Nacional dos Direitos Humanos e Defensoria do Povo (INDDHH). As obras de reparação e adequação foram realizadas em parceria com a Agencia Nacional de Vivienda (ANV) – Agência Nacional de Habitação -, que assumiu os aspectos técnicos do projeto. Em 9 de dezembro de 2016 foi finalizada a primeira etapa da reforma e houve a inauguração da sede da INDDHH. Em 2017 se constituiu uma comissão composta por organizações civis e sobreviventes do centro de detenção e tortura que, em trabalho conjunto com o Conselho Diretivo da INDDHH, deram início à implantação efetiva do Sitio de Memória. Em 27 de junho de 2018 foi inaugurado oficialmente o Sitio de Memoria Ex SID. As diretrizes de preservação constam na Lei 19.641 promulgada em 13 de julho de 2018 e publicada em 14 de agosto de 2018 (Declaração e Criação de Sitios de Memoria do Passado Recente no Uruguai). Em 5 de julho de 2019, a Comissão Nacional Honorária para Sítios de Memória – Lei 19.641 – declarou o edifício um Sítio de Memória.

CONTATO
ESTADO DE PROTEÇÃO

sitiodememoria@inddhh.gub.uy

Protegido e amparado legalmente pelo Estado uruguaio.

FOTO DE REFERÊNCIA
LEGISLAÇÃO INCIDENTE

Resolução 548 de 9 de janeiro de 2012, da Presidência da República/ Sitio de Memória pela Lei Federal 19.641 de 2018.
Ver: https://www.impo.com.uy/bases/leyes/19641-2018


DADOS HISTÓRICOS DO CDD

DESCRIÇÃO
PERPETRADORES IDENTIFICADOS

A casa localizada no número 1532 do Bulevar Artigas pertenceu ao Ministério da Defesa desde 1970 e serviu como sede do Serviço de Inteligência de Defesa (SID), órgão militar responsável pelas políticas repressivas implementadas pelo regime ditatorial. O SID coordenava políticas repressivas, compartilhamento de informações e a detenção e transferência clandestina de dissidentes políticos com agências similares em outros países da região que participavam da Operação Condor. Em julho de 1976, um grupo de ativistas políticos uruguaios residentes na Argentina foi sequestrado em uma operação realizada em Buenos Aires e levado secretamente para o Uruguai. Eles permaneceram em cativeiro nesse local entre agosto e dezembro de 1976. O “encobrimento” ou julgamento pela justiça militar da maioria dos sequestrados ocorreu após uma farsa midiática conhecida como “a farsa do Chalé Susy” (outubro de 1976). Nessa casa de veraneio no balneário de Shagrilá (Canelones), uma coletiva de imprensa foi organizada por agentes do SID (Serviço de Inteligência do Estado), que anunciaram a captura de 62 subversivos e a descoberta de armas. Quatorze dos sequestrados foram exibidos durante a operação e forçados a participar do evento encenado. María Claudia García também foi mantida em cativeiro neste prédio, e sua filha, Macarena, passou seus primeiros anos ali. Macarena recuperou sua identidade em 2000, enquanto sua mãe permanece desaparecida. Foi também o local onde os irmãos Anatole e Victoria Julien , de 4 e 1 ano respectivamente, filhos de pais uruguaios, foram mantidos. Eles permanecem desaparecidos desde sua detenção em Buenos Aires. Na década de 1980, o SID transferiu seus escritórios para outro local, e o prédio tornou-se o Centro de Estudos Nacionais Avançados, também subordinado ao Ministério da Defesa. Em 2012, em cumprimento à sentença proferida pela Corte Interamericana de Direitos Humanos, uma placa foi colocada em memória do local onde María Claudia García foi vista viva pela última vez e como tributo às outras vítimas da ditadura. Em dezembro de 2016, o prédio tornou-se a sede do Instituto Nacional de Direitos Humanos e da Defensoria Pública (INDDHH). Em 22 de dezembro de 2017, o Instituto Nacional de Direitos Humanos (INDDHH) sinalizou a fachada do edifício, identificando seu uso como centro clandestino de detenção e tortura durante o terrorismo de Estado. Em 27 de junho de 2018, uma exposição museológica que retrata esses eventos foi inaugurada.

– Coronel José A. Fons
– Tenente Coronel Juan A. Rodriguez Buratti
– Tenente Coronel Roberto J. Echeverry
– Tenente Coronel Lorenzo Medina
– Tenente Coronel Julio R.
– Tenente Coronel Octavio H.
– Tenente Coronel Juan A.
– Tenente Coronel Alfredo Roberto
– Tenente Coronel Washington
– Tenente Coronel Gilberto Valentín
– Tenente Coronel León Tabaré
– Tenente Coronel Icaro N.
– Tenente Coronel Ramon
– Major José Nino
– Major Welner Roballo Rodríguez
– Major Juan J. Herrero
– Major Gavazzo
– Major Rubén Diaz
– Capitão de Fragata Feliz Ochoa
– Capitão Oscar Vallejo
– Capitão Luis Calagui
– Capitão Daniel Muñoz
– Capitão Pablo Arcieri
– Capitão Wellington Sarli
– Tenente Mario Carvalho
– Tenente Omar Gómez
– Alferes de Navio Luís Francini.

PROPRIEDADE
DATA DE CRIAÇÃO

Estatal ( a partir da década de 1970)

9 de dezembro de 2016

Nº DE VÍTIMAS, MORTOS E DESAPARECIDOS
Nº DE TORTURADOS

Não disponível

Cerca de 24 pessoas registradas (Caso do sequestro dos uruguaios na Argentina/ A farsa do Chalet Susy/ Operação Condor).

PRINCIPAIS COMANDANTES
ESTRUTURA | ORGANOGRAMA

– General Amauri Prant
– Tenente Coronel Juan José Bancheri
– Coronel José A Fons
– Coronel Carlos F. Palermo
– Capitão de Navio Juan Carlos Volpe.

CADEIA HIERÁRQUICA

  • Junta de Comandantes em Jefe (JCM) [Junta de Comandantes em Chefe]
  • Estado Mayor Conjunto (Esmaco)
  • Consejo de Seguridad Nacional, a partir de 1973 (Cosena)
  • Organismo Coordinador de Operaciones Antisubervivas (Ocoa)

DADOS FÍSICOS

MAPA DE LOCALIZAÇÃO NO MUNICÍPIO
MAPA DO LOTE E ENTORNO
ÉPOCA DE CONSTRUÇÃO
ESTADO DE CONSERVAÇÃO E PRESERVAÇÃO

1914

Parcialmente descaracterizado, apresenta condições de uso.

NÚMERO DE PAVIMENTOS
DEMANDAS DE CONSERVAÇÃO E PRESERVAÇÃO

Térreo e Superior

Reformas Simples
Intervenções emergenciais
Projeto Arquitetônico
Projeto de Acessibilidade
Projeto Museológico
Projeto de Arqueologia
Projeto de Restauração

Não


Possui
Não informado
Não possui
Não

USO ANTIGO
USO ATUAL

1914: imóvel particular do Sr. Jorge Seré, depois passou para a família Sáenz Gallinal.
1970: O imóvel foi adquirido pelo Ministério de Defesa Nacional e foi utilizado como sede do Serviço de Informações de Defesa (SID).
1976: Passou a ser utilizado com centro operativo Do Serviço de Defesa, transformando-se em centro clandestino de detenção.
Década de 1980: O SID transferiu seus escritórios para outro local, e o prédio tornou-se o Centro de Estudos Nacionais Avançados, também subordinado ao Ministério da Defesa.

Sitio de Memória e Sede da Insituición Nacional de Derechos Humanos y Defensoria del Pueblo (INDDHH)

DESCRIÇÃO FÍSICA DO BEM

O edifício é apresentado no material informativo como um casarão de estilo Art Nouveau. O projeto foi assinado pelo arquiteto Alfredo Lavignasse e finalizado pelo, também arquiteto, Luis Seré. O imóvel foi adquirido pelo Ministério da Defesa do Uruguai em 1970. A divisão atual do imóvel conta com recepção, arquivo, auditório, escritórios administrativos e espaço museográfico. As principais instalações representadas pela planta baixa da década de 1970 foram descritas a partir do trabalho de Enrique Rodríguez Larreta. São seis espaços que integram o Sitio de Memória: 1. a cela comum dos sequestrados; 2. a sala de depósito (relembrada como depósito de roupas e onde constam informações sobre o centro “Orletti” da Argentina, ou Automóveis Orletti, onde uruguaios ficaram presos no âmbito da Operação Condor); 3. enfermaria, rouparia e sala de cuidados médicos; 4. Quarto do Tacho (tanque submarino para sessões de tortura em formato de balde); 5. Sala dos Oficiais/Interrogatórios; 6. Quarto de banho (banheiros), que posteriormente foi totalmente modificado. O que está na exposição é uma recriação a partir de testemunhos, a representar um dos escritórios dos perpetradores. Há, por fim, a referência à “planta principal’, que se trata de uma grande sala (não preservada como a original), onde a presa política argentina María Claudia Garcia, que estava grávida, ficou presa e foi interrogada. 


GESTÃO DO LUGAR DE MEMÓRIA

GESTÃO
CONSELHO DE GESTÃO

Pública, integrada à RESLAC

Comissão Honorária de Sitios de Memoria (CNHSM), vinculada ao Ministério da Educação e Cultura (MEC) e o Instituto Nacional de Direitos Humanos e Defensoria do Povo (INDDHH).

REDES SOCIAIS
INSTÂNCIAS ENVOLVIDAS NO PROCESSO DE GESTÃO

Site: https://sitiosdememoria.uy/smlg-uymo-01
Facebook: https://www.facebook.com/inddhhuy
Instagram: https://www.instagram.com/inddhhuy/

Estado e sociedade civil

CONSELHO DE IMPLANTAÇÃO
INSTÂNCIAS ENVOLVIDAS NO PROCESSO DA IMPLANTAÇÃO

Vítimas sobreviventes da ditadura uruguaia; militantes de direitos humanos; representantes do governo uruguaio.

Estado, sociedade civil e órgãos de direitos humanos.


DADOS MUSEOLÓGICOS

EXPOGRAFIA E ACERVO
PLANO MUSEOLÓGICO

Permanente.

Institucional
Gestão de Pessoas
Acervos
Exposições
Educativo e Cultural
Pesquisa
Arquitetônico – Urbanístico
Segurança
Financiamento e Fomento
Comunicação
Socioambiental
Rampas/Elevadores/D.Universal
Digital

Sim
Sim
Sim
Sim



Sim

Sim

Sim
Sim

TIPO DO MATERIAL EXPOSTO
INGRESSO

Linhas do Tempo, fotografias, materiais cenográficos, registros de entrevistas; instrumentos de tortura, recursos interativos, jornais e documentos.

Gratuito