
CCDTyE “EL OLIMPO”
BUENOS AIRES, ARGENTINA
O “Olimpo” foi um dos Centros Clandestinos de Detenção, Tortura e Extermínio (CCDTyE) instalados na Cidade de Buenos Aires durante a última ditadura civil-militar (1976-1983). Funcionou entre 16 de agosto de 1978 e janeiro de 1979, localizado dentro de uma garagem situada entre as ruas Ramón Falcón, Lacarra, Fernández, Rafaela e Olivera, no bairro Floresta, que havia sido construída no início do século XX para servir de terminal de bondes. Mais tarde foi rodoviária e em 1976 já estava nas mãos da Polícia Federal.
REGISTROS FOTOGRÁFICOS
INFORMAÇÕES GERAIS
LUGAR DE MEMÓRIA
LOGRADOURO
Ex-Centro Clandestino de Detenção, Tortura e Extermínio (CCDTyE) “El Olimpo”
Cnel. Ramón L. Falcón 4250, C1407GST Cdad. Autónoma de Buenos Aires, Argentina.
PROPRIETÁRIO / ADM
DIRETRIZES DE PRESERVAÇÃO
Secretaria Nacional de Direitos Humanos / Instituto Espaço Memória.
Durante os últimos meses de 1983, começaram a aparecer na mídia argentina notícias que se referiam à existência do “Olimpo” como um Centro de Detenção Clandestino. Em outubro de 2004, foi assinado um acordo entre a Presidência da Nação e o Chefe do Governo da Cidade, que estabeleceu a transferência da titularidade do imóvel para que ele pudesse funcionar como “um local de resgate da memória histórica dos crimes cometidos pelo terrorismo de Estado e de promoção dos direitos humanos e dos valores democráticos”. A transferência entrou em vigor em 8 de junho de 2005. Neste contexto, a Prefeitura, por meio do decreto n.º 305/06, criou o Programa de Recuperação da Memória Histórica do antigo CCDTyE “Olimpo” e a Mesa de Trabalho e Consenso (MTyC) composta pelas organizações que lutaram pela recuperação do local.
CONTATO
ESTADO DE PROTEÇÃO
programa.exolimpo@gmail.com
visitas.exolimpo@gmail.com
Protegido e amparado legalmente pelo Estado argentino.
FOTO DE REFERÊNCIA
LEGISLAÇÃO INCIDENTE

Decreto 1268, de 7 de setembro de 2007.
DADOS HISTÓRICOS DO CDD
DESCRIÇÃO
PARTICULARIDADES
O “Olimpo” foi um dos Centros Clandestinos de Detenção, Tortura e Extermínio (CCDTyE) instalados na Cidade de Buenos Aires durante a última ditadura civil-militar (1976-1983). Funcionou entre 16 de agosto de 1978 e janeiro de 1979, localizado dentro de uma garagem situada entre as ruas Ramón Falcón, Lacarra, Fernández, Rafaela e Olivera, no bairro Floresta, que havia sido construída no início do século XX para servir de terminal de bondes. Mais tarde foi rodoviária e em 1976 já estava nas mãos da Polícia Federal.
Parte das instalações funcionou como Estação de Elétricos no ínicio do século XX, depois passou a funcionar como estação de ônibus, no final dos anos 1970 como CCDTyE. Desde 1976 já estava sob o controle da Polícia Federal Argentina. Em 1999 foi lançado o filme Garage Olimpo, como obra de ficção, que se transformou em tema de análises de historiadores e demais pesquisadores/as do campo das memórias e do cinema.
DATA DE CRIAÇÃO
Nº DE VÍTIMAS
08 de junho de 2005 (CCDTyE)
O Sitio trabalha com a conceito de “sequestrados” e dados conjuntos a partir da ideia de “Circuito”. Seriam 1.500 no Club Atlético; 500 em El Blanco e 500 aproximados em Ex-Olimpo.
PROPRIEDADE
Nº DE DETIDOS
Estatal, integra a Reslac
Cerca de 500 detidos/as só no Olimpo
Nº DE MORTOS
Nº DE DESAPARECIDOS
Cerca de 90 entre mortos e desaparecidos
87 aproximadamente
Nº DE DESAPARECIDOS
Cerca de 90 entre mortos e desaparecidos
PERPETRADORES IDENTIFICADOS
PRINCIPAIS COMANDANTES
– Samuel Miara, Polícia Federal Argentina (PFA), codinome “Cobani”
– Oscar Augusto Isidoro Rolón, Polícia Federal Argentina (PFA), codinome “Soler”
– Julio Héctor Simón, PFA, codinome Turco Julián
– Raúl Gonzalez, PFA, codinome Mayor Raúl o “El Negro”
– Juan Carlos Avena, Servicio Penitenciario Federal, codinome “Centeno”
– Eufemio Jorge Uballes, PFA, codinome “Anteojito Quiroga” o “Fuhrer”
– Eduardo Emilio Kalinec, PFA, codinome “Dr. K”
– Roberto Antonio Rosa, PFA, codinome “Clavel”
– Juan Carlos Falcón, PFA, codinome “Kung Fu”
– Luis Juan Donocik, PFA, codinome “Polaco Chico”
– Guillermo Victor Cardozo, Gendarmeria Nacional, codinome “Cortés”
– Eugenio Pereyra Apestegui, Gendarmeria Nacional, codinome “Quintana”
– Raúl Antonio Guglielminetti, ex agente civil de inteligência do Exército Argentino, codinome “Gustavino” ou “Major Gustavino”
– Ricardo Taddei, PFA, codinome “Cura” o “El Padre”
– Enrique José Del Pino, capitão do Exército Argentino, Batalhão de Inteligência 601, codinome “Miguel”
– Carlos Alberto Roque Tepedino, chefe do Batalhão de Inteligência 601 do Exército Argentino
– Mário Alberto Gomez Arenas, subchefe da Central de Reunião do Batalhão de Inteligência 601
– Julio Simón; Guillermo Suárez Mazon; Raúl Guglielminetti ;Juan Andrés Cassiccia; Samuel Miara
ESTRUTURA | ORGANOGRAMA
CADEIA HIERÁRQUICA
O organograma do ex-Centro Clandestino de Detenção, Tortura e Extermínio (CCDTyE) El Olimpo inseria-se em uma estrutura hierárquica militar e policial rígida, operando como o último elo do chamado “Circuito ABO” (Atlético, Banco e Olimpo) entre agosto de 1978 e janeiro de 1979. A estrutura organizacional era dividida em três níveis principais de comando e execução:
1. Comando Estratégico e Regional : No topo da pirâmide estava a chefia militar, responsável pelas diretrizes políticas e autorização de operações:
• Primeiro Corpo de Exército: O centro estava sob a jurisdição direta desta unidade, comandada pelo General Guillermo Suárez Mason.
• Divisão de Inteligência: Responsável pela coordenação das informações obtidas sob tortura e pela seleção de alvos para sequestro.
2. Comando Operacional (Jefatura)
O local possuía uma área física específica denominada “Jefatura” (Chefia), onde residiam ou trabalhavam os responsáveis diretos pela administração do campo:
• Chefe do Campo: Autoridade máxima dentro da unidade, coordenando o fluxo de detidos e a logística.
• Chefes de Interrogadores: Oficiais de alta patente da Polícia Federal Argentina (PFA) e do Exército que gerenciavam as sessões de tortura.
3. Grupos de Tarefas (GT)
A execução direta do terrorismo de Estado era feita pelos Grupos de Tarefas, que possuíam funções especializadas:
• Equipes de “Caça” (Sequestro): Responsáveis pelas patrulhas externas e captura de cidadãos.
• Interrogadores e Torturadores: Agentes como Julio Simón (“Turco Julián”) e Raúl Guglielminetti, que operavam no “setor de interrogatório”.
• Guardas (“Carceleros”): Policiais e militares que controlavam as celas e a vida cotidiana dos detidos, muitas vezes sob pseudônimos para ocultar a identidade.
Integração Institucional
Diferente de outros centros, o Olimpo era uma unidade de coordenação conjunta, reunindo pessoal de diferentes forças para otimizar a repressão:
• Polícia Federal Argentina (PFA): Fornecia a maior parte do pessoal operacional e o prédio (uma oficina de manutenção de viaturas).
• Gendarmería Nacional: Atuava na vigilância e apoio logístico.
• Serviços de Inteligência: Agentes civis e militares que processavam os dados extraídos das vítimas.
A estrutura dividia-se em quatro níveis principais: 1. Nível Estratégico (Comando Superior) O centro estava sob a jurisdição do Primeiro Corpo de Exército, liderado pelo General Guillermo Suárez Mason. Este nível era responsável pelas diretrizes políticas da repressão e pela autorização final para o “destino final” (extermínio) dos detidos. 2. Nível de Inteligência (Planejamento)
O suporte de informações vinha do Batalhão de Inteligência 601 do Exército, que trabalhava em conjunto com a Reunión Central. Eles selecionavam os alvos e processavam os dados obtidos sob tortura para alimentar novas operações de sequestro.
3. Nível Operacional (Grupos de Tarefas – GT)
Diferente de outros centros, o Olimpo era operado por Grupos de Tarefas mistos, compostos por membros de diferentes forças:
Polícia Federal Argentina (PFA): Fornecia a maior parte do pessoal e o controle administrativo do prédio.
Exército Argentino: Coordenava as operações de maior escala.
Gendarmería Nacional e Serviço Penitenciário: Atuavam em funções de apoio e guarda.
4. Estrutura Interna (Execução)
Dentro do centro, a hierarquia era funcional e dividida por zonas:
Chefia (Jefatura): Localizada em um setor administrativo onde oficiais de alta patente tomavam decisões diárias sobre interrogatórios.
Interrogadores: Liderados por figuras como Julio Simón (“Turco Julián”), que detinha autoridade total sobre o destino imediato dos presos durante as sessões de tortura.
Guardas (“Carceleros”): Responsáveis pela vigilância 24 horas das celas, operando muitas vezes sob pseudônimos para manter o anonimato.
DADOS FÍSICOS
MAPA DE LOCALIZAÇÃO NO MUNICÍPIO
MAPA DO LOTE E ENTORNO


ÉPOCA DE CONSTRUÇÃO
ESTADO DE CONSERVAÇÃO E PRESERVAÇÃO
Início do século XX e década de 1970 (parcial)
Descaracterizado, apresenta condições de uso.
NÚMERO DE PAVIMENTOS
DEMANDAS DE CONSERVAÇÃO E PRESERVAÇÃO
Galpão e prédio anexo com pavimento superior
Reformas Simples
Intervenções emergenciais
Projeto Arquitetônico
Projeto de Acessibilidade
Projeto Museológico
Projeto de Arqueologia
Projeto de Restauração
Sim
Não
Sim
Sim
Não
Não
Não
USO ANTIGO
USO ATUAL
Antiga Estação de Bonde/Trem (?) Elétrico+ Construção Nova
Sítio de Memória
DESCRIÇÃO FÍSICA DO BEM
Celas dos Incomunicáveis; Celas comuns; Setores exclusivos dos repressores; sala de tortura física; lugares para trabalhos forçados; latrinas; enfermaria; arquivo e biblioteca
GESTÃO DO LUGAR DE MEMÓRIA
GESTÃO
CONSELHO DE GESTÃO
Pública, integrada à RESLAC.
Misto
SITE E REDES SOCIAIS
INSTÂNCIAS ENVOLVIDAS NO PROCESSO
Site: https://www.exccdolimpo.org.ar/
Instagram: https://www.instagram.com/exccdolimpo/
Estado, sociedade civil.
CONSELHO DE IMPLANTAÇÃO
INSTÂNCIAS ENVOLVIDAS NO PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO
Misto
Estado, sociedade civil
DADOS MUSEOLÓGICOS
EXPOGRAFIA E ACERVO
PLANO MUSEOLÓGICO
Permanente.
Institucional
Gestão de Pessoas
Acervos
Exposições
Educativo e Cultural
Pesquisa
Arquitetônico – Urbanístico
Segurança
Financiamento e Fomento
Comunicação
Socioambiental
Rampas/Elevadores/Universal
Digital
Sim
Não
Não
Sim
Sim
Não
Sim
Sim
Sim
Sim
Sim
Parcial
Sim
TIPO DO MATERIAL EXPOSTO
VISITAÇÃO/FREQUÊNCIA
Fotografias, materiais arqueológicos, registros de entrevistas, recursos sensoriais e instalações artísticas.
Com agendamento.
INGRESSO
SLOGAN
Gratuito
Memoria, Verdad e Justicia.