CIRCULAR DE MORELIA 8

CIDADE DO MÉXICO, MÉXICO

O Circular de Morelia nº 8 teve um papel importante na política contrainsurgente. Foi a principal sede da Direção Federal de Segurança entre 1972 e 1979. Parte importante do circuito de detenção-desaparecimento, foi o espaço no qual se planejou e executou a política contrainsurgente para todo o país, com a realização de detenções, interrogatórios sob tortura, violências sexuais, execuções extrajudiciais e desaparecimentos de opositores políticos.
                                                                        


REGISTROS FOTOGRÁFICOS


INFORMAÇÕES GERAIS

LUGAR DE MEMÓRIA
LOGRADOURO

Circular de Morelia 8.

Roma Nte., Cuauhtémoc, 06700 Ciudad de México, CDMX, México.

PROPRIETÁRIO / ADM
DIRETRIZES DE PRESERVAÇÃO

Direção Geral de Estratégias para a Atenção aos Direitos Humanos da Subsecretaria de Direitos Humanos, População e Migração.

“Garantir o direito à memória das vítimas como um elemento a mais das medidas de reparação das graves violações aos direitos humanos ocorridas durante o período compreendido de violência política e de Estado entre as décadas de 1960 e 1990.”
(Diário Oficial Federal, 22 abr. 2024)

CONTATO
ESTADO DE PROTEÇÃO

memoriacircularmorelia@gmail.com

Protegido e amparado legalmente pelo Estado mexicano.

FOTO DE REFERÊNCIA
LEGISLAÇÃO INCIDENTE

Diário Oficial da Federação (DOF, 22.04.2024)


DADOS HISTÓRICOS DO CDD

DESCRIÇÃO
PARTICULARIDADES

O imóvel localizado na Rua Circular de Morelia 8, na Cidade do México, foi ocupado de 1972 a 1978 pela Divisão Federal de Segurança (DFS) porque sua sede anterior na Praça da República não tinha espaço suficiente para abarcar uma instituição que foi um dos pilares da repressão política mexicana, atuando até 1985. A DFS abrigou também a Brigada Branca (1976) e o Grupo México (1978), grupos clandestinos de contrainsurgência. O subsolo do edifício foi convertido em memorial em 2019 e oficializado em 2024. O imóvel hoje é sede da Direção Geral de Estratégias para a Atenção aos Direitos Humanos da Subsecretaria de Direitos Humanos, População e Migração do governo federal.

Sede da poderosa Divisão Federal de Segurança, o prédio de seis andares reunia um departamento de controle e sala de agentes, um arquivo, um departamento administrativo, um laboratório químico, a sala da direção, um departamento antropométrico, uma central de rádio, um estúdio fotográfico, uma sala de investigações especiais, sala de interrogatórios e local de detenção dos presos e presas políticos. Com a chegada da DFS foram construídos cinco quartos na cobertura, que funcionaram como celas para os detidos. Os interrogatórios sob tortura eram realizados no quinto andar, portanto os detidos desciam um lance de escadas para serem inquiridos. Na cobertura também foi erigido um muro para que não se pudesse ver o que ali se passava a partir dos edifícios vizinhos. Peça importante do circuito de detenção-desaparecimento, a DFS foi o espaço no qual se planejou e executou a política contrainsurgente para todo o país, com a realização de detenções, interrogatórios sob tortura, violências sexuais, execuções extrajudiciais e desaparecimentos de opositores políticos. Também abrigou o grupo paramilitar Brigada Branca, criado em 1976 para desmantelar a Liga Comunista 23 de Setembro. A DFS foi desmantelada em 1985 após escândalos relativos ao envolvimento de seus dirigentes em atividades delinquentes e ligadas ao narcotráfico.

PROPRIEDADE
DATA DE CRIAÇÃO

Civil

04 de junho de 2019

Nº DE VÍTIMAS, MORTOS E DESAPARECIDOS
PERPETRADORES IDENTIFICADOS

Não disponível

– Miguel Nazar Haro
– Luis de la Barreda Moreno
– Javier García Paniagua

ESTRUTURA | ORGANOGRAMA

1 – Secretaria de Governo
2 – Direção Federal de Segurança
– Brigada Branca (grupo operativo)


DADOS FÍSICOS

MAPA DE LOCALIZAÇÃO NO MUNICÍPIO
MAPA DO LOTE E ENTORNO
ÉPOCA DE CONSTRUÇÃO
ESTADO DE CONSERVAÇÃO E PRESERVAÇÃO

1971

Parcialmente descaracterizado, apresenta condições de uso.

NÚMERO DE PAVIMENTOS
DEMANDAS DE CONSERVAÇÃO E PRESERVAÇÃO

Cinco pavimentos

Reformas Simples
Intervenções emergenciais
Projeto Arquitetônico
Projeto de Acessibilidade
Projeto Museológico
Projeto de Arqueologia
Projeto de Restauração

Não
Não
Não
Não
Sim
Não
Parcial

USO ANTIGO
USO ATUAL

1971: Imóvel recém construído pela empresa Rina Imobiliária S.A.
1972: Direção Federal de Segurança

Espaço de memória
Direção Geral de Estratégias para a Atenção aos Direitos Humanos da Subsecretaria de Direitos Humanos, População e Migração


GESTÃO DO LUGAR DE MEMÓRIA

GESTÃO
CONSELHO DE GESTÃO

Pública, integrada à RESLAC

Consultivo

REDES SOCIAIS
INSTÂNCIAS ENVOLVIDAS NO PROCESSO

Instagram: @memoria_circular

Estado, sociedade civil

CONSELHO DE IMPLANTAÇÃO
INSTÂNCIAS ENVOLVIDAS NO PROCESSO DA IMPLANTAÇÃO

Consultivo

Estado, sociedade civil


DADOS MUSEOLÓGICOS

EXPOGRAFIA E ACERVO
PLANO MUSEOLÓGICO

Itinerante.

Não disponível

TIPO DO MATERIAL EXPOSTO
SLOGAN

Paineis com textos explicativos, citações de falas de sobreviventes, fotografias e cronologias. Multimídias com mapas, reprodução de documentos da repressão política e entrevistas com sobreviventes.

Não tem

VISITAÇÃO/FREQUÊNCIA
INGRESSO

Sem agendamento, todos os dias no horário comercial.

Gratuito