
EX-SERVICIO DE INFORMACIONES
DE LA POLICÍA DE SANTA FE
ROSÁRIO, ARGENTINA
APÓS O GOLPE MILITAR DE 1976 NA ARGENTINA, uma parte do edifício que foi construído para abrigar os bombeiros e a polícia de Rosário se tornou centro clandestino de detenção (CCD) do antigo Serviço de Informações da Polícia de Santa Fé, funcionando entre 1976 e 1979 como Centro Clandestino de Detenção (CCD). Foi um dos maiores e mais centrais centros clandestinos no esquema repressivo desenvolvido pelo Comando do II Corpo do Exército e da Polícia de Rosário, detendo em torno de 2000 a 3000 pessoas, com, entre mortos e desaparecidos, 300 a 400 vítimas.
REGISTROS FOTOGRÁFICOS
INFORMAÇÕES GERAIS
LUGAR DE MEMÓRIA
LOGRADOURO
Ex-Servicio de Informaciones de la Policia de Santa Fe
Dorrego 624, S2000DHN Rosario, Santa Fe, Argentina.
PROPRIETÁRIO / ADM
DIRETRIZES DE PRESERVAÇÃO
Governo de Santa Fe, Secretaría de Derechos Humanos de la provincia de Santa Fe.
Preservação da Integridade Material e Testemunhal: A estrutura física, incluindo inscrições parietais e estratigrafias, deve ser mantida em seu estado atual, vedadas quaisquer alterações de modelagem ou reciclagem arquitetônica. O objetivo é assegurar a perenidade da prova material forense e histórica.
Restituição Tipológica e Funcional: Autoriza-se a recomposição das características espaciais do sítio, visando à inteligibilidade dos métodos de tortura e da lógica carcerária ali empregados, desde que fundamentada em documentação comprobatória.
Restrição Programática e Função Social: A refuncionalização do espaço limita-se estritamente a atividades pedagógicas e documentais sobre o terrorismo de Estado (1976-1983). A vocação do sítio é a consolidação da memória coletiva e a defesa do Estado de Direito, vetando-se usos incompatíveis com a dignidade das vítimas ou com o caráter do local.
CONTATO
ESTADO DE PROTEÇÃO
Tel: 54 341 4772584
recorridoexsi@santafe.gov.ar
secretariaddhhrosario@santafe.gov.ar
Protegido e amparado legalmente pelo Estado argentino.
FOTO DE REFERÊNCIA
LEGISLAÇÃO INCIDENTE

- Para Lugares de Memória – Decreto Nº 0717/2002, Ley N° 13528/2016
- Para Patrimônio Cultural: Lei Provincial nº 12.208/2003
DADOS HISTÓRICOS DO CDD
DESCRIÇÃO
PARTICULARIDADES
O edifício foi construído para abrigar os bombeiros e a polícia de Rosário em 1916, no entanto, a partir do golpe de Estado de 1930, a polícia passou a ocupar um lugar de preeminência no edifício, denominando-o como Delegacia de Polícia em 1932. Após o golpe militar de 1976, uma parte deste edifício se tornou centro clandestino de detenção (CCD) do antigo Serviço de Informações da Polícia de Santa Fé (SI), funcionando entre 1976 e 1979 como Centro Clandestino de Detenção (CCD). Foi um dos maiores e mais centrais centros clandestinos no esquema repressivo desenvolvido pelo Comando do II Corpo do Exército e da Polícia de Rosário, detendo em torno de 2000 a 3000 pessoas, com, entre mortos e desaparecidos, 300 a 400 vítimas. Em meados de 1998, o governo provincial iniciou uma série de ações para transferir as forças policiais para outro prédio e ocupá-lo como sede e, em 2002, a Secretária de Direitos Humanos recebeu um comodato para criar o Centro Popular da Memória e trabalhar o ccd como lugar para a promoção dos direitos humanos, assegurando a perenidade da provas materiais da violações ocorridas ali. Em 2006, começam as visitas guiadas e em 2015 foi executado projeto de restauração, reinaugurado em 2019 com o Archivo Audiovisual de Juicios de lesa Humanidad.
É um prédio preservado também por suas características arquitetônicas como edifício eclético / neoclássico. O ex-ccd ocupa somente uma pequena parte do prédio na esquina entre as ruas Dorrego e San Lorenzo
DATA DE CRIAÇÃO
Nº DE VÍTIMAS DETIDAS E TORTURADAS
1976
1.800 a 3.000
PROPRIEDADE
Nº DE MORTOS
Civil
Em torno de 300-400
PERPETRADORES IDENTIFICADOS
PRINCIPAIS COMANDANTES
– José Rubén LoFiego
– Mario Alfredo Marcote
– Juan José Saichuk
– Raúl Guzmán Alfaro
– Roberto Scardino
– Telmo Alcides Ibarra
– D’Angelo,
– Héctor Gianola
– Norberto Rúa
– Daniel Ferrera
– Carlos Scorteccini,
– César Peralta
– Luis Adolfo Griffó
– Ernesto Dugour
– Leopoldo Ibarra
– Carlos Gómez
– Julio Fermoselle
– Diego Portillo
– Enrique González
– Daniel Calvania
– Carlos Alberto Moore
Ramón Genaro Díaz Bessone (II Corpo do Exército)
Agustín Feced (Chefe da Polícia)
Hugo Sandoz (Chefe do SI)
CADEIA HIERÁRQUICA
ESTRUTURA | ORGANOGRAMA
1 – II Corpo do Exército
2 – Polícia de Rosário
3 – Servicio de Informaciones
Não há disponível
DADOS FÍSICOS
MAPA DE LOCALIZAÇÃO NO MUNICÍPIO
MAPA DO LOTE E ENTORNO


ÉPOCA DE CONSTRUÇÃO
ESTADO DE CONSERVAÇÃO E PRESERVAÇÃO
1911 – 1916
Não foi descaracterizado, apresenta condições de uso.
NÚMERO DE PAVIMENTOS
DEMANDAS DE CONSERVAÇÃO E PRESERVAÇÃO
Cinco pavimentos
Reformas Simples
Intervenções emergenciais
Projeto Arquitetônico
Projeto de Acessibilidade
Projeto Museológico
Projeto de Arqueologia
Projeto de Restauração
Sim
Não
Não
Sim
Sim
Não
Não
USO ANTIGO
USO ATUAL
1916 – Delegacia de Polícia e Polícia Provincial
1916 – Corpo de Bombeiros
1916 – Residência do Comandante dos Bombeiros
1932 – Alcaidaria Feminina, subordinada à Polícia.
1976 – Serviço de Informações da Polícia
2002 – Centro Popular da Memória
1998 – Sede do Governo de Santa Fé
2015 – Espaço de Memória Ex Servicio de Informaciones
DESCRIÇÃO FÍSICA DO BEM
O espaço de memória ocupa uma parte do edifício eclético-neoclássico, que é protegido por ser um exemplo deste tipo de estilo Localiza-se entre as ruas Dorrego e São Lorenço, com acesso pela Rua Dorrego. Trata-se de um pequeno ex-ccd de pavimento alto, com sótão e entrepiso (construído posteriormente). Chega-se por uma escada que dá acesso a sete ambientes em um deles há uma escada para o entrepiso onde encontra-se a chamada “favela” onde hoje é a área admnistrativa do espaço. No pavimento alto, tem-se a recepção, banheiro, salas dos perpetradores, arquivos e sala de tortura, enquanto no sótão tem-se a detenção masculina, feminina, cozinha e guarita da guarda. Como um edifício do início do século XX, é possível perceber pé direito alto, pavimentações em ladrilho hidráulico e cimalhas decoradas em estuque. Na “favela” o piso é de bloco cerâmico. No sótão, as paredes são azuis e apresentam marcas deixadas pelas vítimas, ao longo dos anos. Já o piso do sótão apresenta passarelas em concreto pre-moldado. A planta baixa é essencialmente quadrada com uma rotunda central e balcões no pavimento alto.Edifício térreo, no alinhamento do lote com a calçada, de feições ecléticas, alinhado à esquerda do lote, com corredor lateral de entrada
Sua fachada é composta por duas janelas com verga em arco e janelas venezianas de madeira, com pequena bandeirola na parte superior e parapeito médio, erigido em alvenaria(provavelmente de tijolos e revestimento de argamassa), ornamentado na parte inferior por gradil de ferro pintado em bege.
A porta, centralizada entre as duas janelas também possui verga em arco e fechamento em portão de ferro ornamentado, seguido por porta de madeira escura.
Possui platibanda com beiral reto e elementos geométricos. abaixo, ornamentação possivelmente em argamassa com elementos verticais simétricos.
Portão lateral de acesso para veículos em ferro instalado sobre coluna de alvenaria ornamentada com pinaculo redondo. Ao lado direito, no limite do lote, o muro de aproximadamente 2m de altura possui balaustres na parte superior.
GESTÃO DO LUGAR DE MEMÓRIA
GESTÃO
CONSELHO DE GESTÃO
Publica, integrada à RESLAC
Deliberativo
SITE E REDES SOCIAIS
INSTÂNCIAS ENVOLVIDAS NO PROCESSO DE GESTÃO
Não encontrados
Estado
CONSELHO DE IMPLANTAÇÃO
INSTÂNCIAS ENVOLVIDAS NO PROCESSO DE IMPLATAÇÃO
Esporádico
Estado e sociedade civil
DADOS MUSEOLÓGICOS
EXPOGRAFIA E ACERVO
VISITAÇÃO/FREQUÊNCIA
Permanente.
Visitação presencial com e sem agendamento.
TIPO DO MATERIAL EXPOSTO
INGRESSO
Fotografias, materiais arqueológicos, registros de entrevistas, e instalações artísticas.
Gratuito
PLANO MUSEOLÓGICO
Institucional
Gestão de Pessoas
Acervos
Exposições
Educativo e Cultural
Pesquisa
Arquitetônico – Urbanístico
Segurança
Financiamento e Fomento
Comunicação
Socioambiental
Rampas/Elevadores/D.Universal
Digital
Sim
Não
Não
Sim
Não
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Sim
Não
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Não
Não
Não
Sim